
Se partires não me abraces - a falésia que
se encosta
Uma vez ao ombro do mar que se quer barco
para sempre
e sonha com viagens na pele salgada das ondas.
Quando me abraças, pulsa nas minhas veias a
convulsão
das marés e uma canção desprende-se da espiral dos
búzios;
mas o meu sorriso tem o tamanho do medo de te
perder,
porque o ar que respiras junto de mim é como
um vento
a corrigir a rota do navio. Se partires, não me
abraces -
O teu perfume preso à minha roupa é um
lento veneno
nos dias sem ninguém - longe de ti, o corpo
não faz
senão enumerar as próprias feridas ( como a falésia
conta as embarcações perdidas nos gritos do mar ) ; e
o rosto
espia os espelhos à espera de que a dor
desapareça
Se me abraçares, não partas...
Poema de Maria do Rosário Pedreira in
" O Canto do Vento nos Ciprestes "
4 comentários:
Meu Deus... Adorei...!!!
Lindo, lindo minha querida...
Nem imaginas o quanto senti!
Beijocas***
Obrigada arcanjo, e volta sempre...
Beijo..:-))**
Abraços são bons
tanto à partida como à chegada
só importam de quem vem...
quero-os da pessoa amada
O mar dà-me saudade
da minha linda e pura...
navego cheio de vontade
neste barco da vida dura
Ouço os búzios a cantar
lendas e histórias verdadeiras
para aqueles que sabem amar
as poderem dar como certeiras
O cheiro do beijo salgado
caminha nas costas do vento
mesmo não sendo alado
espero que leve este pensamento
Não é triste nem chorado
antés é um sentimento
daquele que está marcado
pela paixão com sofrimento...
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido!
Adorei o canto...parabens!
Beijinho, não partas...
Adorei os versos visitante...
Vou estar sempre por perto
Vou abraçar-te
partir...nunca!
Um beijo e obrigada pela visita
mesmo sendo anónima, gostei..:-))
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